quarta-feira, outubro 9, 2024
Tecnologia

SliTaz 4.0: a distro Linux de 35 MB continua surpreendendo – Hardware

Uma das distros Linux mais curiosas foi atualizada nesta semana: chegou a versão 4.0 do SliTaz.
SliTaz
Num mundo em que é fácil fazer remasters de qualquer sistema, trocar o papel de parede, lançar um liveCD e dar a ele um nome próprio, as distros originais muitas vezes podem passar despercebidas. É o caso do SliTaz, um sistema interessante para os entusiastas mas que pode, sem dúvida alguma, servir para computadores antigos ou mais lentos até mesmo para usuários comuns ou leigos.
O SliTaz é uma distro com ambiente gráfico, navegador e um gerenciador de pacotes com liveCD de apenas 35 MB (considere um ou dois MB a mais ou a menos, dependendo da versão). Ele usa o ambiente leve LXDE e o gerenciador OpenBox. Todo o sistema cabe em apenas 192 MB de RAM, possibilitando uso modesto em máquinas antigas com 256 MB instalados. Usando a instalação mínima no HD ele pode rodar (com limitações) usando apenas 48 MB de RAM, algo radical considerando o ritmo dos sistemas atuais. Pode facilitar a vida de muita gente que precisa rodar programas Linux em máquinas virtuais quando se tem pouca RAM à disposição 🙂
Apesar disso a usabilidade dele é boa: tirando aspectos técnicos ou eventuais problemas dos pacotes mainstream, ele pode ser uma ótima solução para dar vida nova às máquinas lentas, permitindo acessar a internet e rodar alguns programas básicos do Linux. Há mais de 1000 novos pacotes instaláveis pelo seu gerenciador, o que faz com que o sistema não deixe a desejar como seria de se esperar de uma distro minimalista.
As notas de lançamento trazem todos os detalhes e os links de download estão no site oficial:
http://www.slitaz.org/
Para usar o liveCD são recomendados pelo menos 192 MB de RAM, como comentado, mas o sistema ‘Core’ com apenas um ambiente GTK, janelas do X e modo de texto pode funcionar com 48 MB de RAM. Há basicamente 4 configurações diferentes no mesmo liveCD, sendo a melhor delas selecionada em cada caso durante o boot (também podem ser escolhidas manualmente).
E não dá para deixar de elogiar o trabalho da equipe: diferente de muitos projetos minimalistas que trazem apenas um idioma (em bem mais do que 35 MB) o SliTaz tem suporte a vários, inclusive português do Brasil. Não há tradução para todos os programas, mas pelo menos o ambiente de trabalho já ajuda.
Opções de inicialização
Obs.: aparentemente há um bug na seleção do idioma; escolhendo português na tela de boot o ambiente ficou em português com layout de teclado ABNT2, mas o navegador em inglês (primeira imagem). Iniciando sem escolher o idioma ele exibe uma outra tela antes de carregar o LXDE; selecionando o português por lá o navegador também ficou traduzido. Fica a dica então se for usá-lo como liveCD 😉
Seleção do idioma no SliTaz
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